Home

38% dos brasileiros estão endividados

5 Janeiro 2018 Notícias


Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica que quatro em cada dez consumidores (38%) chegaram em 2018 com contas no vermelho. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), esperava-se que a inadimplência teria uma queda no final de 2017 e início deste ano, mas isso não aconteceu.

“Houve, na verdade, o aumento dos endividados. Ou seja, a recuperação que se mostra não está chegando nas famílias. A priori, ninguém é inadimplente porque é uma pessoa desonesta, a principal razão é a dificuldade financeira para pagar os compromissos, a única possibilidade de renda é o trabalho e se ele perde essa condição fica numa situação complicada, porque vai ter que definir prioridades, e os compromissos para honrar primeiro são os ligados à sobrevivência da família”, explicou o dirigente do Dieese e economista, Luís Moura.

Moura explica que no Brasil existe um ciclo de pessoas que se endividam ao longo do ano e esperam o décimo para pagar as dívidas e voltam a se endividar ao longo do ano novamente. “As dívidas caem em dezembro porque a prioridade do décimo é o pagamento de dívidas. Temos cerca de 12 milhões de desempregados no Brasil e 140 mil em Sergipe e essas pessoas perderam a condição de honrar seus compromissos. Vai haver redução da inadimplência à medida que o desemprego caia. E o desemprego só irá diminuir via emprego formal”, comentou.

Para evitar ficar no vermelho e não conseguir pagar as contas em dia, Moura diz que é necessário evitar comprar coisas com prestações longas. “Não deve se endividar com parcelas longas, porque algo muito longo há a possibilidade de acontecer algum problema como perder o emprego, ficar doente, precisar ser hospitalizado. E aí a pessoa vai ter que optar por comprar esses itens ou pagar a TV de plasma divididas em longas prestações”, alerta.

O economista reforça que a pequena recuperação da economia não tem feito a inadimplência diminuir. Além disso, as novas regras do cartão, que foram alteradas para ajudar os consumidores, não surtiram tanto efeito assim. “Com as novas regras do cartão de crédito, o consumidor é forçado a renegociar o parcelamento, e com isso não teria aumento da inadimplência, mas o juro do cartão é o maior do mercado, isso acaba não ajudando esses consumidores a honrar seus compromissos”.

Fonte: Jornal da Cidade


,

Compartilhar

Deixe seu elogio, sugestão ou crítica:

Seu endereço de email não será publicado.Os campos obrigatórios estão marcados com *