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Impostos e contas de janeiro pesam no bolso

4 Janeiro 2018 Notícias


Todo início de ano é a mesma coisa: um monte de gastos com IPTU, IPVA, matrícula da escola ou faculdade, material escolar etc. Mas será que todo mundo se planeja e guarda um pouquinho para pagar esses gastos? De acordo com economista e professor Josenito Oliveira, planejamento é essencial, mas para aqueles que não conseguiram fazer isso, há algumas alternativas que podem ajudar.

“Os tributos como IPTU, IPVA e os gastos com material escolar e matrícula são chamados de despesas previsíveis, ou seja, gostando ou não, elas existem. Por isso, é necessário que se faça um planejamento para que se tenha esse dinheiro para pagar essas despesas. Pagar antecipado e conseguir um desconto pode ser uma saída. Para aqueles que não têm, o ideal é parcelar e assim vai conseguir diluir os gastos. Pagando o IPTU integral, o desconto é de 7,5%, já o IPVA, pagando até fevereiro, o desconto vai para 10%”, orienta.

Sobre as despesas com escola, vale a mesma coisa dos outros impostos: é necessário programação, já que é outra despesa prevista. Para aqueles que não têm o mesmo planejamento financeiro, vale pesquisar muito e optar por itens (cadernos, estojos, mochilas) que não estão na moda e não são de temas infantis.

“Antes de comprar os livros, o ideal é que se faça uma consulta dos preços e procure um local mais barato. Há ainda a opção da feira de livros usados, onde pode-se não só comprar um livro, como também vendê-lo. Já o material escolar, os pais e responsáveis, para economizar, devem preferir aqueles que não estão na moda e que, consequentemente, são mais baratos e que vão suprir a mesma necessidade que os de marca”, reforça.

Oliveira frisa que o planejamento é muito importante e valioso, ainda mais quando a cada ano, todos os produtos e serviços costumam ter reajustes. Ele pontua que com um salário mínimo que teve o reajuste menor dos últimos 24 anos, de apenas 1,81%, o valor não chega nem perto do que as famílias brasileiras deveriam ganhar.

“Segundo o cálculo do Dieese, o salário mínimo deveria ser de R$ 3.740, quatro vezes mais que o salário atual. Esse valor seria o necessário para suprir as necessidades básicas previstas na Constituição brasileira. Infelizmente, como 45 milhões de brasileiros recebem o mínimo, nem sempre um planejamento é possível, mas se faz necessário, porque para o trabalhador é uma receita, mas para o empregador é um custo. Então, quando anuncia o aumento do salário mínimo, o aumento de custo do empresário acaba repassado para os consumidores”, comentou o economista Josenito Oliveira.

Fonte: Jornal da Cidade


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