Home
  • Home
  • Notícias
  • População do interior está mais satisfeita com a vida

População do interior está mais satisfeita com a vida

9 janeiro 2018 Notícias


De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Índice de Satisfação com a Vida, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a população mais satisfeita com a vida está nos municípios do interior do país, com a maior pontuação de satisfação de 66,9 pontos, numa escala de 0 a 100. Os menos satisfeitos vivem nas periferias, com 62 pontos segundo a pesquisa, e os que residem nas capitais registraram 64,7 pontos de índice de satisfação. Em Sergipe a realidade não é diferente, principalmente porque é no interior do Estado onde se tem o menor custo de vida, segundo a economista Magali Alves.

Na pesquisa da CNI também foi constatado que é no interior onde a população menos tem medo de perder o emprego, de acordo com o Índice de Medo do Desemprego. Segundo a economista Magali, isso se dá pelo fato de o emprego no interior ser em supermercados, padarias, lanchonetes etc., que não são tão variáveis. “Esses empregos não são voláteis. Apesar de a oferta ser menor, mas, não é tão volátil o fato de perder emprego ou gerar emprego. Isso dá uma cerca confiança maior de que a pessoa não vai perder aquela vaga”, explica.

Segundo Magali, o custo de vida nas cidades do interior é sempre melhor do que nas cidades capitais. “Quando há situação de crise ou até de crescimento econômico, o polo disso é a capital. Da capital, é óbvio, que vai para o interior. Mas, o efeito chega primeiro na capital e depois vai para interior. A situação da economia é percebida de uma forma diferente nos municípios interioranos. Com o custo de vida barato do interior, as pessoas têm a oportunidade de continuar fazendo supermercado, mantendo o lazer, que é bastante diferente do que ocorre na capital, onde se tem custo com transporte, estacionamento, e mais uma série de fatores que vão encarecer a saída”, disse.

Em cidades como Itabaiana, por exemplo, os trabalhadores recebem uma média de salário mínimo, e o salário comercial, que está acima um pouco do mínimo, de acordo com a economista. “Com um salário mínimo em Aracaju, por exemplo, se tem as piores condições de moradia para quem vive de aluguel. Já para quem vive com um salário mínimo no interior, tem um deslocamento fácil, onde em geral promove o próprio transporte, compra uma moto, e a moradia em relação a aluguel é muito mais baixo. É possível alugar uma casa por R$ 400 ou R$ 500 em locais bons no interior”, explica.

Em termos gerais, o custo fixo de vida é muito menor no interior, dando uma margem de saídas e aproveitar mais. “Além disso, tem pessoas que citam os fatores como contato com a natureza, sendo esse um ponto positivo de viver nas cidades do interior. Por isso a pesquisa é clara e mostra uma realidade, onde as pessoas que vivem no interior estão mais satisfeitas com a vida”, conclui Magali.

Fonte: Jornal da Cidade


,

Compartilhar