Investigadores encontraram três fragmentos a até 6,1 km do local do impacto. Ainda não sabem se a ruptura contribuiu para a perda de controle ou se ocorreu durante a descida.
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A investigação sobre a queda de um Learjet 60 na Flórida confirmou que parte da cauda se soltou antes de o jato atingir o solo. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) divulgou a informação nesta terça-feira (3). A aeronave caiu no domingo, 1º de novembro, em Greenacres, no condado de Palm Beach. Os dois pilotos e os sete passageiros morreram. Uma pessoa em solo ficou ferida.
A equipe recuperou três fragmentos do profundor esquerdo, uma superfície móvel na cauda que ajuda o piloto a levantar ou baixar o nariz do avião. Os investigadores localizaram as peças a distâncias entre 2 e 6,1 quilômetros do ponto de impacto. Segundo Tom Chapman, integrante do NTSB, a descoberta ajuda a reconstituir o voo, mas ainda não esclarece o que iniciou a emergência.
O Learjet decolou de Austin, no Texas, com destino ao aeroporto de North Eleuthera, nas Bahamas. A cerca de 35 mil pés de altitude, a tripulação comunicou ao controle de tráfego aéreo que enfrentava turbulência moderada e que havia notado uma leve formação de gelo. Os pilotos pediram autorização para subir a 37 mil pés.
Segundo a cronologia que Chapman apresentou na primeira coletiva do NTSB, o controle autorizou a subida. Menos de 30 segundos depois, a tripulação informou que o avião descia e emitiu um mayday, pedido de socorro usado em emergências. Por volta das 12h48, no horário local, os pilotos relataram que o jato excedia o limite de velocidade durante a descida.
Os investigadores ainda precisam determinar a sequência dos acontecimentos: a perda de parte do profundor contribuiu para que a tripulação perdesse o controle ou as forças que atuaram sobre o avião durante a descida provocaram a ruptura? O NTSB também examina as condições meteorológicas e o histórico de manutenção do jato. Até agora, o órgão não apontou uma causa provável para o acidente.
O NTSB orienta os moradores a avisar os investigadores caso encontrem destroços e a deixar as peças onde estão, sem tocá-las ou movê-las. A previsão é que o órgão publique um relatório preliminar em cerca de 30 dias. A conclusão sobre a causa provável pode levar mais de um ano.

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