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Imagem: Pixabay

Para quem, como eu, é da época da conexão discada, o momento atual não poderia ser mais interessante. Um painel divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostra que, no Brasil, dois terços (66%) das conexões de banda larga fixa são baseadas em fibra óptica. Essa proporção corresponde a quase 28 milhões de contratos.

 

Esse cenário é um efeito óbvio da modernização da infraestrutura de telecomunicações no país. Trata-se de um movimento cujo início beneficiou principalmente grandes centros urbanos, mas que foi (e continua sendo) expandido gradualmente para cidades pequenas e bairros periféricos.

 

O levantamento mais recente feito pela Anatel corresponde a junho de 2022. O painel mostra que, no período, a banda larga fixa no Brasil estava distribuída entre as seguintes tecnologias:

 

Fibra óptica: 66%

Cabo coaxial: 21,5%

Cabo metálico: 7,7%

Rádio: 4%

Satélite: 0,8%

 

A soma dessas tecnologias corresponde a 42,1 milhões de contratos de banda larga fixa. Se olharmos somente para a fibra óptica, são 27,8 milhões de conexões contratadas.

 

Vivo lidera em fibra óptica

 

Se considerarmos o panorama geral (que inclui todas as tecnologias), a Claro aparece como a operadora com a maior proporção de clientes em banda larga fixa: 23,2%. Isso é efeito do fato de a companhia dominar o segmento de cabo coaxial com 98,7% dos contratos.

 

Porém, destacando apenas a fibra óptica, a liderança é da Vivo. A Claro aparece em um distante quinto lugar:

 

Vivo: 18,2%

Oi: 14,4%

Brisanet: 3,5%

Algar: 2,7%

Claro: 2,6%

 

A TIM também aparece na lista, mas na nona posição, com 1,8% de participação.

 

Se você acessa a internet via fibra óptica, há boas chances de que o faça por meio de um provedor local, que tem atuação limitada a poucos bairros ou a cidades pequenas. Essas empresas estão enquadradas em “Outros” na lista da Anatel, com 44,8% de participação.

 

É notável o quanto operadoras de pequeno porte contribuem para a oferta de serviços de fibra óptica. Frequentemente, essas empresas atuam em áreas que atraem pouco interesse de grandes operadoras ou que estão no radar destas, mas dentro de um cronograma de expansão que pode levar meses ou até anos para ser concluído.

 

A transformação proporcionada pela fibra óptica é inquestionável. Com esse tipo de tecnologia, as conexões são mais estáveis e rápidas. Um relatório divulgado pela Ookla há um ano já mencionava a banda larga fixa como sendo 70% mais rápida no Brasil por conta da fibra óptica.

 

Provavelmente, essa porcentagem é maior atualmente. Já é relativamente fácil encontrar planos com pelo menos 100 Mb/s (megabits por segundo). Por causa disso, assistir a vídeos em alta resolução via streaming ou jogar online com latências baixas, por exemplo, são atividades que já fazem parte da rotina de muitos brasileiros.

 

Sem contar que os preços também são cada vez mais atraentes. Tomando como exemplo o plano da Vivo que uso (moro na capital paulista), pago R$ 99 por 200 Mb/s de download e 100 Mb/s de upload. Em muitos lugares, o preço por megabit é ainda mais em conta.

 

 

Via Tecnoblog

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